quarta-feira, 30 de abril de 2008
Bar Anhangüera
De saída, já gostei do ambiente. Decoração estilo rústica, com bom gosto. E umas luminárias lindas, de ferro com vidro soprado (dica da Raca).
Para limpar a serpentina, uma garrafa de Therezopolis Gold, que já conhecíamos (está em todos os supermercados). Acho essa pilsen uma delícia, uma ótima opção para variar das de sempre. Pedido o petisco, comecei a exploração. A casa oferecia chopp pilsen Eisenbahn e escuro Bamberg (tipo Munich, eu acho). Fui no último, claro. Uma delícia.
Em seguida, quis provar mais uma pilsen. Escolhi a mineira Backer, muito interessante também. E como não era noite de enfiar o pé na jaca, já passei à saideira. Já que eles oferecem a linha completa da Eisenbahn, que a gente não costuma ver nos supermercados, resolvi pegar uma mais inusitada: Strong Golden Ale. Como o nome indica, é uma cerveja super encorpada, produzida ao estilgo belga, com graduação alcóolica de 8,5%. Excelente, para fechar com "golden key", ho-ho.
O serviço está correto, o cardápio com fotos é fundamental para se virar naquele monte de nomes, e servir a cerveja no seu próprio copo (quase todas) é um capricho bacana. Eu dispensaria a música ao vivo. A banda de blues era bem talentosa, mas o som, muito alto.
Infelizmente, as comidinhas não ficaram à altura. Pedimos um bolinho de carne e uns mini-hamburgueres. Nos dois, a carne estava com um sabor estranho. Em geral, sem graça. A conferir o restante do cardápio, mesmo porque o lugar vale a visita só pelas cervejas.
Bar Anhaguera
R. Tito, 25 - Vila Romana (ao lado do D. Felicidade, preciso voltar lá!)
(11) 3368-2771
domingo, 27 de abril de 2008
Bolo de caneca
Bom, lá fui eu. Primeira mudança: peneiramos todos os ingredientes secos da receita. A massa ficou mais fofa e não nos deparamos com nenhum grumo de farinha ou pó de chocolate. Segunda: tascamos umas amêndoas picadas pra...pra...pra ficar mais calórico, lógico! Terceira: fizemos uma caldinha quente de chocolate basiquérima e que quebrou o galho.
O resultado:

Ah, legal, né?
Bom, reproduzo aqui a receita:
Ingredientes:
- 1 ovo
- 4 colheres (sopa) de leite
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó
- Ah! E a gente picou umas dez amêndoas
Modo de preparo:
- Coloque o ovo na caneca e bata bem com garfo.
- Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
- Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
- Misture as amêndoas picadas.
- Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.
Algumas recomendações do Katsuki:
- A caneca deve ter capacidade de 300ml.
- A medida de colher é sempre rasa.
- Se você deseja desenformar da caneca, unte uma outra caneca com um pouquinho de óleo, mas prepare-se para o efeito 'tubo', hehe.
- Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente!
Agora a coberturinha:
- 3 colheres (sopa) de chocolate em pó
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 4 colheres (sopa) de margarina
- Um pouco de água
Modo de preparo:
- Numa panela misture todos os ingredientes, menos a água, e cozinhe em fogo baixo.
- Assim que começar a borbulhar -- o que vai acontecer bem rapidamente --, vá acrescentando água bem aos poucos, até obter uma consistência de calda.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Rosé Club des Sommeliers
Uma super dica: a Miolo está produzindo os vinhos nacionais da linha Club des Sommeliers, marca própria da rede Pão de Açúcar. Isso significa comprar produtos Miolo por preço ótimos.
A gente começou a tomar o Miolo Seleção Rosé depois que o Saul Galvão elogiou no Paladar, num painel de rosés nacionais. Custava por volta de R$ 14 no Pão de Açúcar. Semana seguinte, fui comprar de novo, estava acima de R$ 20. Por isso, resolvi dar uma olhada no Rosé Club des Sommeliers, a R$ 12, e vi que era produção Miolo.
Nada me garante que é exatamente o mesmo vinho, mas quero crer que sim. Afinal, nada mal comprar de batelada garrafas de um vinho rosé bacaninha. Um carregamento vai para a praia nesse final de semana, por exemplo. Pra beber com o pé na areia...
Vejam o que disse Saul Galvão em 21/02:
MIOLO SELEÇÃO ROSADO 2006
COTAÇÃO: 87/100
Uma agradável surpresa, pois a linha seleção é a mais básica do ótimo produtor Miolo, feita normalmente com uvas compradas e não cultivadas pela família, como acontece nas linhas mais caras. Mas o rótulo indica que as uvas vieram do Vale dos Vinhedos, a primeira Indicação Geográfica de Procedência. Um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinot Noir, uvas que aparecem também no Miolo Seleção tinto. Um rosado de cor bastante intensa, quase um clarete. Aroma ótimo, com muitas frutas vermelhas, como o morango. Mas demorou um pouco para aparecer. Algo floral também. Na boca, boa concentração de sabor e, de novo, as evocações florais e de morango. Muito gostoso, mas não dos mais refrescantes. Poderia ter um pouco mais de acidez, mas é macio e longe de ser enjoativo. Álcool muito bem integrado e retrogosto não muito potente, mas gostosinho. Para bebericar e para a mesa. 13% de álcool.
E visite o blog do Saul!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Nero D’Avola Masseria Trajone 2005
O aroma deste tinto siciliano chama a atenção desde o começo. Gostei, mas não identifiquei nada característico. Na boca, achei encorpado, mas com taninos suaves. Muito saboroso. Raca achou que lembra um Porto, e não se encantou, não. Eu compraria novamente.
Pasquale
O Pasquale não é exatamente um restaurante impressionante, mas tem uma enorme vantagem: não há nada nesse estilo – massas cantineiras com bom preço – no entorno da Vila Madalena. Ok, tem o Genésio, mas é um (excelente) boteco lotado e barulhento, e nem sempre estamos nesse pique.
Fui de rigatoni num encorpado molho de tomate com lingüiça toscana, exatamente o que estava precisando. Raca, calorenta do circo, encarou o penne caprese – mozzarella, tomatinhos, manjericão, alho e pecorino romano. O queijo ela dispensou porque tem dó de ovelhinhas. Na verdade, a moça – desavisada – não curte queijos caprinos. Mas gostou do prato assim mesmo, usando um bom parmesão ralado no lugar.
Sem bebidas, não teríamos gasto mais de R$ 50, o que é muito honesto. Com a rolha a R$ 18, a casa ficará imperdível se trouxermos um vinho de casa. O cardápio traz ainda duas boas páginas de antepastos, com queijos diferentes e embutidos artesanais, que experimentamos na primeira visita. Bacana.
Pasquale
Rua Amália de Noronha, 167
Tel.: 3081-0333
Veja São Paulo Comer & Beber 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Feijoada
Justiça seja feita, o processo envolve pouquíssimos segredos. Na verdade, trata-se muito mais de programação e paciência. Foi no final de semana passado que encasquetei de fazer uma feijoada com minhas próprias mãos. Quando pedi orientações a minha mãe, me pareceu plenamente possível. Mais algumas dicas da sogra, cheguei na receita que descrevo a seguir.
Ingredientes
(Curiosamente, não olhei para nenhuma quantidade, comprei tudo no olho)
1 kg de feijão preto (fiz 500 g, mas minha mãe alertou no meio do processo que era pouco, e acabamos fazendo mais 500 g de emergência)
Carnes salgadas (costelinha de porco, normal e defumada, e carne seca)
Lingüiças (paio e lingüiça portuguesa)
Bacon
Couve
Alho e cebola
Folhas de louro
Preparo
Comecei na quinta-feira, colocando as carnes salgadas de molho. Na sexta-feira de manhã, troquei a água. À noite, mais uma troca de água, e as carnes foram para a geladeira. E o feijão, pro molho.
Na sábado, importante acordar cedo: estava na frente do fogão às 8h. Fervi as carnes salgadas e as lingüiças, separadamente. Num caldeirão coloquei o feijão com aquela água escura em que ele estava de molho, depois as carnes salgadas, fervidas, e algumas folhas de louro – como sábado é dia de feira por aqui, usei louro fresco. Tudo vai cozinhar por algumas horas (por motivos de imperícia maior, decidi não usar panela de pressão).
Enquanto isso, tirei a pele das lingüiças e cortei em finas fatias. Como levam bem menos tempo pra cozinhar, só entram no caldeirão mais pela metade do processo.
Agora, é só ter paciência e aguardar as coisas chegarem no seu ponto.
Parênteses: depois de duas horas cozinhando, minha feijoada passou pelo controle de qualidade de mamãe. Foi essencial: ela percebeu que as carnes já estavam no ponto, mas o feijão não. Tirou as carnes do caldeirão, e deixou só o feijão cozinhando mais um tanto. Muitas costelinhas, por exemplo, passaram do ponto, se soltaram do osso e sumiram. Nada grave.
Foi nessa hora que aprendi o ponto do danado. Não é al dente. É quase desmanchando, o grão inteiro, mas feito uma massinha. As carnes voltaram pra panela, e em um pouco mais de tempo a feijoada já estava prontíssima. Antes do fim, refoguei um tantão de alho e cebola, e mandei pro caldeirão.
Por causa das carnes, não precisa colocar sal. A couve, basta refogar com um pouco de cebola, alho e bacon. Um arroz branco tradicional, e está tudo pronto. Não faço a menor questão de bisteca (acho um exagero) ou laranja, e ninguém reclamou.
Um brinde de caipirinha de Seleta ao sucesso da minha primeira feijoada.
Mais alguns detalhes
- Momento de enorme emoção foi tirar caldinhos. Depois de alguns testes, o melhor deles eu fiz assim: tirei um tanto de feijão, que amassei bem com um garfo numa tigela. Depois joguei um tanto de caldo, misturei bem e penerei, colocando umas gotinhas de pimenta malagueta. Servi em pequenos copinhos de cachaça.
- De entrada, servimos lingüiça toscana acebolada. Raca tocou essa parte: ferveu as lingüiças rapidamente pra firmar, depois fatiou com pele mesmo e refogou com a cebola em rodelas. Pãozinho... delícia!
- A farinha de mandioca que mais gosto é aquela amarela, grossa, crocante. Minha mãe comprou numa feira na Vila Mariana, foi um “plus” sensacional.
- A couve, compramos já cortada na feira, bem fininha. Teve gente que pediu mais grossa. Enfim, o trabalho da feijoada já era enorme, na próxima posso pensar nisso.
- Esqueci da sobremesa! Pensando agora, teria servido goiabada cremosa e doce de leite com queijo branco, que tal?